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Gente que faz

Publicada em: 24/04/2014

A nova diretoria da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim reúne novos nomes carregados de histórias exemplares. E, agora eleitos, querem dar significativa contribuição para que um pouco do que pensam seja colocado em prática, independentemente do cargo que ocupam. Uma das grandes preocupações é a formação de mão de obra, uma carência que o comércio e a indústria têm sentido.

 

Célia De Danielle, sócia-proprietária da rede de drogarias Danielle, é uma das diretoras que pretendem colaborar com a ACIMM dando um pouco da sua experiência. Célia começou cedo a vida profissional; aos 18 anos, na Viação santa Cruz, vendia passagens, mas, com olhos voltados para o futuro, cursou Contabilidade pela Fundação Educacional Guaçuana (FEG).

 

Depois, enfrentou a vida de bancária por um período, chegou à empresa Irmãos Davoli e, em seguida, à Cervejaria Kaiser, onde atuou durante seis anos. Continuou se aprimorando e retornou a Irmãos Davoli, onde galgou o posto de contadora. Lá, foram 11 anos de atuação ao todo.

 

A abertura da farmácia foi iniciativa dela e de um irmão. O negócio acabou agregando toda a família. A escolha pelo ramo de atividade foi uma homenagem ao pai, que durante toda a sua vida atuou como enfermeiro. O começo foi difícil, mas aos poucos a farmácia existente na Avenida Pedro Bottesi prosperou e a cidade viu a família Danielle. A empresa soma 23 anos de história.

 

Agora, como diretora da ACIMM, ela pretende ajudar tanto o comércio quanto a indústria. “Ainda estou tomando pé da minha verdadeira função, mas quero ajudar. Em minha opinião, não há meio comprometimento”, disse a empresária bem-sucedida.


João Batista Souza Santos, o Tista, sócio-proprietário da AFIAK, empresa que produz facas para vários segmentos há 27 anos, tem uma trajetória marcada por muita luta e criatividade, afinal, foi marceneiro, trabalhou na Monroe e depois de se qualificar por meio do SENAI abriu a empresa. Na ocasião, ele tinha 23 anos de idade.

 

A ideia de se tornar um empresário nasceu de uma dificuldade (dele e de muitos profissionais da época): comprar e afiar as ferramentas para marcenaria. Ao lado de seu sócio, deu início ao ofício de afiar e vender facas. O negócio prosperou. Em 1990, os dois entraram de vez na linha industrial. No primeiro instante, as facas se restringiam ao setor de marcenaria; hoje, os pedidos vão do Oiapoque ao Chuí e são feitos, também, por clientes de grande porte.

 

São mais de 5.000 peças produzidas por mês, em produtos que variam de R$ 50,00 a R$ 10 mil. ”Sinceramente, eu não esperava chegar onde cheguei, mas trabalhei bastante para dias melhores”, disse.

 

Como diretor da ACIMM, Tista quer atual de forma pontual e acredita que através de parcerias a entidade possa minimizar a carência de mão de obra na cidade. Ele deseja capacitar pessoas para o mercado de trabalho e já colocou sua empresa para sediar aulas práticas. Também destacou que a sede da ACIMM tem espaço suficiente para sediar cursos. “Vamos ver a parte legal para que as pessoas garantam o primeiro emprego já qualificadas. É hora de unir forças e escrever uma nova história”, sentenciou.


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