Palavra do Presidente

 

Em nome dos quase dois mil associados que represento como presidente da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (ACIMM) gostaria de falar sobre um assunto delicado, mas que não pode ser deixado de lado: os ambulantes. Nada contra os profissionais que trabalham honestamente para garantir o sustento da família, afinal em um país no qual os poderes constituídos apresentam máculas terríveis, quem trabalha merece todo o nosso respeito.

Rotineiramente sou atacado pelas redes sociais por externar algumas posições, mas não posso me calar diante de tantos desmandos. Recentemente postei algumas imagens no meu facebook mostrando um pouco daquilo que acomete a cidade. Sinceramente, como mogimiriano vejo a velha Mogi Mirim abandonada. Não bastasse isso, quem possui estabelecimentos comerciais acaba pagando por ser correto.

Explico: não tenho nada contra ambulantes, seja ele Pedro, Paulo, João ou Antônio. Todos merecem o seu lugar ao sol. Porém, não se pode favorecer determinado profissional em detrimento de um ponto há muitos anos e que recolhe todos os impostos – que não são poucos.

E é isso que vemos por toda a cidade. O poder público não faz o seu papel fiscalizador e a todo instante uma nova tenda aparece aqui e acolá. Em alguns casos, a concorrência é tão grande que se vê barraca de pastéis ao lado de pastelarias que possui sede própria. Os mais liberais vão defender direitos iguais, como forma de contestar minha argumentação.

Concordo: a partir do momento que o dono da barraca de pastéis começar a pagar os mesmos impostos que o proprietário da pastelaria com sede fixa- inclusive sendo submetido ao crivo da Vigilância Sanitária – a situação começa a ser positiva. Infelizmente não é isso que ocorre e cada vez mais pessoas tentam a sorte. Só acho que está na hora de se ver a questão sob o prisma da ordem e da igualdade de fato.

 

Sidney Natalino Coser

Presidente

 

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