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  • Ago

    12

    2019

Mudar para sobreviver

O comércio vem sofrendo mutações ao longo dos anos. Prova disso é a venda de material escolar, que antes era vista como uma época de grandes lucros para papelarias e comércios afins. Na ocasião, segundo levantamento de órgãos especializados, os lucros representavam 80% do faturamento desses estabelecimentos. Desse universo, 50% equivalia a venda dos livros didáticos. Hoje os números são bem outros e o montante das vendas caiu para 45% e a venda de livros didáticos representam apenas 25% do montante.

Os motivos para tais quedas são simples de serem explicados. A concorrência do setor é grande, e não bastasse isso, as lojas convencionais ainda enfrentam a competição com supermercados, farmácias, escolas e até com os próprios fabricantes.

Some-se a isso a grande penetração da internet, o e-commerce e os preços arrebatadores. Não bastasse isso tudo, o consumidor tradicional mudou e, além de mais criterioso, ainda busca novas experiências.

Como sempre pregamos em nossos canais de comunicação com os associados da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm), não basta apenas vender o produto é preciso que o varejista se reinvente. Não interessa se ele está em Mogi Mirim ou na Capital. Por isso mesmo ele precisa usar todas as ferramentas possíveis e imagináveis para garantir um lugar ao sol. Um mix diferenciado de produtos, investir em visual merchandising e até criar estratégias digitais próprias – que incluem a parceria com blogueiros e influencers – para que a papelaria se torne muito mais do que um mero espaço de comercialização. 

Na 33ª edição da Escolar Office Brasil, cujo mote foi "O mundo das experiências e soluções", no Expo Center Norte, na capital paulista, a novidade. O evento reuniu profissionais e apresentou propostas "Papelaria e Livraria Conceito". Dessa forma, o setor passa a ser mais charmoso, atrativo e, claro, lucrativo.

Durante o evento na capital, os visitantes puderam conhecer um espaço, que tem uma proposta moderna e inovadora, além de estratégias eficientes de vendas avulsas e casadas. Também puderam entender como melhorar a distribuição de marcas e categorias e racionalizar o fluxo e a circulação de clientes. 

Juntar papelaria e livraria na mesma loja é uma forma de apresentar soluções e insights, assim como oportunidades de negócio gerados por essa junção, o que inclui as pequenas e médias papelarias, que também podem se destacar ao se adaptar a essa nova realidade do mercado. 

O consumidor mudou e hoje ele procura unir comodidade, conveniência e praticidade num só local. Por isso mesmo especialistas acreditam que se eles encontrarem tudo isso num local agradável e ainda puderem comprar pela internet, isso pode ser uma alternativa rentável, tanto para lojistas quanto para quem quer algo a mais na hora das compras.

ELETRÔNICA

E-commerce ou “comércio eletrônico” é uma modalidade de comércio em que os negócios e transações financeiras são realizadas via dispositivos e plataformas eletrônicas, como computadores, tablets e smartphones.

Não é segredo que, ao longo dos anos, o varejo se transformou junto com os clientes. Hoje, as pessoas buscam novas formas de consumir e prezam muito por praticidade e segurança. Comprar pela internet se tornou um hábito cada vez mais comum entre os consumidores: de 2011 até 2017, o faturamento das compras on-line subiu de R$ 18,7 milhões para R$ 47,7 milhões no Brasil.

O e-commerce brasileiro encerrou 2018 com faturamento de R$ 53,2 bilhões, o que representa a alta nominal de 12% na comparação anual, de acordo com informações da EbitNielsen. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estima crescimento de 16% em 2019.

 

NOVIDADES

Ao longo do evento foram mostradas algumas técnicas, inclusive, de uso imediato, como sugerir presentes em datas comemorativas em pontos importantes e focais dentro da loja – os chamados hot spots, com produtos casados que passem a informação de data comemorativa de que fazem parte. Além de simples, a estratégia não gera necessidade de investimento, por se tratar apenas de utilizar melhor a coordenação de produtos já existentes e à venda na loja. 

A falta de tecnologia e profissionalismo poderá não ser culpados pelo fechamento de uma certa loja, mas certamente será fator determinante para que ela não se desenvolva e não brigue diretamente por um filão do mercado. Por isso mesmo os especialistas garantem que quem quer estar entre os melhores deverá estar em sintonia com o mercado e suas inovações.

O presidente da Acimm revela que na atualidade qualquer lojista deve se manter atento à evolução do seu setor. Para o das papelarias, o universo não é diferente. É preciso mudar e buscar entrar em sintonia com o mercado. “Não é porque o negócio vem de geração em geração dentro de uma família que terá que funcionar nos moldes do começo do século”, disse. Por isso mesmo a Acimm oferece constantemente cursos de aprimoramento nas mais diversas áreas. Além disso, o posto Aqui Sebrae que funciona no primeiro pavimento da sede da Acimm é um canal para que os varejistas busquem formas de se aprimorar com o auxílio de consultores.

 

Fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/para-sobreviver-papelarias-ganham-nova-roupagem