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  • Abr

    04

    2019

O dinheiro do futuro

 

O futuro está logo aí e por isso mesmo é preciso estar aberto a novas experiências. Dentro de pouco tempo, o dinheiro que todos conhecemos deverá sumir de circulação para a chegada da moeda virtual. No começo dos tempos, havia a troca ou o escambo. Quando estão estabeleceu-se a moeda, depois de muitos anos surgiram os cartões e mais recentemente a moeda virtual. Pode parecer loucura, mas é uma tendência.

Bitcoin (BTC) é um tipo de criptomoeda, ou moeda virtual, criado em 2009. Diferentemente das moedas convencionais, o bitcoin não possui um Banco Central controlando a valorização e a desvalorização, que seguem os rumos do mercado – na lei da oferta e da procura – e as ondas de investimentos e notícias sobre o seu valor especulativo.

Não se sabe, exatamente, quem foi o criador do Bitcoin. No entanto, esse mérito costuma ser atribuído a Dorian Nakamoto, que nega veementemente esta informação. Segundo afirmações não oficiais, Dorian seria o verdadeiro nome por trás de Satoshi Nakamoto, um codinome utilizado para designar o responsável pela existência da programação utilizada no bitcoin.

Existem também vários outros tipos de criptomoedas, como o litecoin e o mastercoin, mas o bitcoin é a mais conhecida (e polêmica) moeda virtual. Ela é tão popular que muitas pessoas afirmam que ela é como o “dinheiro da internet”. Portanto, da mesma forma que o dinheiro do Brasil é o real, o dos Estados Unidos é o dólar e o da Rússia é o rublo, o da internet seria seguramente o bitcoin.

Como fazer para adquirir ou comprar bitcoin?

Antes de qualquer passo, o usuário deverá ter uma carteira virtual, um ponto na internet individual e intransferível em que os bitcoins ficam armazenados. Para criá-la, basta acessar o site da blockchain. Depois de ter a sua própria carteira, as unidades monetárias virtuais podem ser adquiridas de três diferentes formas:

1) Comprar bitcoin diretamente

A forma mais simples é adquirir por meio da troca de “moeda real” pelos bites da internet. Nesse processo, realiza-se uma troca cambial de acordo com a cotação atual do mercado. Quanto mais valorizado fica o bitcoin, mais dinheiro você deverá dispender para adquiri-lo. As compras e as vendas são executadas no mesmo site em que se criou a carteira, o blockchain, ou em caixas eletrônicos especificamente criados para isso, que ainda são muito raros e quase inexistentes no Brasil.

2) Realizar operações utilizando bitcoins

Uma forma alternativa é realizar uma venda ou um negócio qualquer cobrando em bitcoins. Assim, após vender um computador ou realizar algum tipo de serviço, o pagamento poderá ser realizado por criptomoeda. Existem casos de mansões vendidas em bitcoins, além de outros negócios que, aos poucos, vão se popularizando. Há alguns estabelecimentos no Brasil e no mundo que já recebem o pagamento por essa moeda, em que as operações envolvem o uso de aplicativos nos celulares dos clientes e dos vendedores.

3) Tornar-se um “minerador”

Todas as transações realizadas em bitcoin são registradas e controladas publicamente a partir do portal da blockchain, que é operada e mantida por milhares de “mineiros” em todo o mundo. Portanto, minerar bitcoins significa utilizar a capacidade do próprio computador para auxiliar o servidor geral, ou seja, para manter a estrutura da rede em funcionamento. Assim, como “pagamento” ou ressarcimento da contribuição, recebe-se alguns bitcoins em troca.

O assunto é bem extenso e muito ainda se ouvirá falar do dinheiro virtual. Por enquanto, o jeito é continuar contabilizando o real nosso de cada dia e ficar de olho naquilo que vem por aqui.

José Luiz Ferreira é vice-presidente da Acimm